- : Desafios e conquistas de quem dedicou a vida ao Hospital Luiza Borba Carneiro
Publicada em 21/05/2010 14:10:34 (2602 leituras)

Meio século! Quanta história cabe entre as paredes do Hospital Estadual Luiza Borba Carneiro em 50 anos de esforços para salvar vidas e resgatar a saúde de tantas pessoas? Por seus corredores e leitos, há muita transformação. Ali, a vida ganha outro sentido e o significado das palavras atenção e amor é compreendido na prática. Neste mês, o HLBC em Tibagi completa 50 anos de fundação e na memória de quem dedicou seu trabalho por décadas na instituição há muita dor, sofrimento pela falta de estrutura, mas também alegrias pelas vezes que tudo deu certo.



Em 24 de maio de 1960 o governador do Paraná Moisés Lupion inaugurou o prédio. Por dois anos, tudo permaneceu fechado, mas depois o Luiza Borba teve seus leitos preenchidos por pacientes do Paraná inteiro, vítimas dos graves incêndios que acometeram o Estado em 1963. Mais tarde, foram trazidos enfermos de Pênfigo Foliáceo, doença de pele conhecida como Fogo Selvagem. Quem conta estas e outras histórias são aqueles que faziam o atendimento, que, por vezes, exigiu muita coragem. Na sequência, revelações impactantes, como o dia em que um tibagiano foi enterrado com a perna amputada de outro, ou a vez em que um parto foi realizado sob a mira de uma espingarda. Muitas outras situações impressionantes são relatadas.

Início



Almira Gomes Nessel foi auxiliar de enfermagem por 36 anos e conta que quando iniciou, o trabalho era difícil porque o número de funcionários era muito reduzido. “Mas a gente fazia aquilo com carinho e a gente conseguia lutar”. Assim como ela, Tereza Pastorina de Souza Taques permaneceu 25 anos na profissão. “Tinha muitas dificuldades porque além de pouco pessoal, era só o doutor Eugênio [Carneiro] como médico e uma auxiliar de enfermagem”, completa.



Eugênio empenhou 40 anos de sua vida ao atendimento no HLBC e tornou-se um símbolo de coragem para os companheiros de trabalho. “Eu cheguei em Tibagi recém-formado em 1965. Era o único médico na cidade e permaneci por dez anos sozinho. O hospital estava cheio de queimados dos grandes incêndios que houve no Paraná”, relata.

Além dos grandes queimados, a clínica cirúrgica começou a funcionar. “A gente praticamente operava de tudo, o que dava pra fazer com cirurgia de raquianestesia a gente fazia todas. Varizes, parto, tudo”, conta Eugênio, que ficou na direção do hospital por 18 anos.

Apesar do prédio grande e recém-construído, a estrutura física ainda carecia de equipamentos e os Recursos Humanos eram escassos. O médico lembra que quando chegou, as camas do hospital eram patentes de madeira. “Então foi conseguido que a Secretaria mandasse camas hospitalares. Naquele tempo não havia estrada, fomos de jipe buscar as camas. Foi melhorando o centro cirúrgico, foi melhorando tudo. O que tem hoje veio de pouco a pouco, mas o hospital já estava funcionando precariamente e a gente procurou dinamizar”.

HLBC recebeu queimados de todo o Paraná

A instituição servia a uma vasta e pobre região escassamente povoada, o que tornava o Hospital ocioso. Mas em agosto de 1963, a estrutura viria a ser completamente usada. Inúmeros incêndios acometeram a população paranaense. Uma central de queimados foi instalada e recebia as vítimas da catástrofe. O governo enviou ajuda: dois médicos e dois enfermeiros norte-americanos completaram uma equipe do então Estado da Guanabara.

“O Hospital de Tibagi chegava a atender queimados de todo o Paraná. Houve uma explosão em Campo Mourão e num dia recebemos quatro ambulâncias cheias de queimados. E era um único médico pra atender todo mundo. Foi difícil”, confessa o médico.



José Noir Ferreira Bueno, funcionário por 31 anos, relembra desse período com muito sofrimento. “Aqui foi feito o centro de triagem dos queimados. Eu recebia todos aqui. Inclusive nós tivemos um queimado que ficou parecendo uma múmia, porque era enrolado de faixa inteirinho. Tinha uma enfermeira americana dia e noite pingando o remédio com conta-gota na boca dele”.



A auxiliar de enfermagem Tereza não esquece a dor das pessoas. “A gente entrava para fazer curativo de queimados como numa sala de cirurgia. Era assim naquele tempo. Os queimados eram muitos, porque eram grandes queimados, criança, adulto, jovem, adolescente”. Com tamanho desafio e tantas dificuldades, quem atuava no Hospital naquela época precisava muitas vezes conter a emoção e simplesmente seguir trabalhando. “Era muito triste fazer curativo neles, mas a gente fazia esforço para não chorar né? Porque eles não podiam ver que a gente tava chorando”, conta Tereza. “Muitas crianças, também queimadas, elas saíram com sequelas das queimaduras mas saíram andando, abraçando a gente, felizes”, recorda.

Eugênio realça que havia uma abnegação dos funcionários. “Na época consideravam como um hospital da comunidade. E eles não ligavam muito para horário. Vinham porque o hospital era deles. Não era um hospital do governo. As nossas cozinheiras trabalhavam 12 horas por dia recebendo quatro, seis horas só. Naquela época a gente conseguiu criar uma filosofia assim, o hospital é nosso, vamos dar o que temos por ele”, aponta.

E então vieram as vítimas do Fogo Selvagem

Em seguida, uma nova missão: receber pacientes de pênfigo que vinham de longe em busca de auxílio. “Pênfigo é aquela doença de pele, fogo selvagem. Eles ficaram vários tempos, ficaram muitos anos”, elucida Almira Gomes Nessel, que trabalhou por 36 anos como auxiliar de enfermagem. “Tinha bastante gente. Assim como vinha gente boa, também morriam aqui porque às vezes a doença estava muito alastrada no corpo e então acabavam falecendo”, completa José Noir.

Para o único médico da casa, o desafio era enorme. “Não era a minha especialidade, fiz um treinamento rápido e tivemos aqui quase 20 pessoas do Pênfigo Foliáceo. Eles não eram da região, eram todos do Norte, do Norte Velho, e eles não tinham morada fixa”, declara Eugênio.

Mas também havia motivo para sorrir. “Os pênfigos eram mais fáceis de cuidar. Porque eles gostavam de ir para o banheiro. Eles não tinham aquela dor como o queimado né? Já era mais fácil de cuidar deles”, conta a auxiliar Tereza. “A gente se emocionava com o jeito deles. As mulheres que estavam melhores ajudavam a gente com os que estavam acamados”.

Missão

Para ela, a atuação no Hospital foi “mais uma missão do que um trabalho de enfermagem”. E a missão que cada um cumpria deixou cicatrizes invisíveis. Quem presenciou situações onde vida e morte eram separadas por uma frágil linha, não esquece o esforço das pessoas envolvidas na tentativa de salvar. “Foram muitas vidas. Não foi pouco, foi muito. Eu gostava quando a pessoa chegava bem mal e que eu fosse salvar aquela vida e ele fosse melhorando. Para mim aquilo era muita alegria”, diz Almira, companheira de enfermagem.

Traumas

Grandes desafios também deixam grandes traumas. José Noir acredita que se fosse ficar impressionado, teria saído jovem do trabalho. “Então um dia o [José Nelson] Pavesi, que era diretor do Hospital, chegou e disse: seu Noir, o senhor vai a Castro, vai ajudar a puxar os quebrados lá. Cheguei lá, tinha uma, duas ambulâncias, depois chegou mais outra, comigo quatro. Cada um de nós deu três viagens para Ponta Grossa carregando três pessoas cada vez. Foi um acidente de um ônibus da Puma que bateu com um caminhão de soja. Morreram nove no lugar e ficaram 28 feridos. Essa vez, então, se fosse ficar impressionado mesmo, teria largado do serviço”, descreve.

Para Almira, o dia mais marcante foi quando houve um acidente na unidade local da Batavo. “O seu João Evangelista cortou o braço e foi socorrido aqui no centro cirúrgico e foi amputado o braço dele. Naquilo nós salvamos ele. Foi salvo e hoje ainda está bem. Foi muito emocionante”.

Nas recordações de Tereza, a tentativa de suicídio de uma senhora não se apaga. “Ela brigou com o marido e se queimou toda, inteirinha, mas saiu andando também. Ela cantava para nós”. Medo, coragem e compaixão eram companheiros de ofício e Tereza, que enfrentou tudo isso, também ficava feliz. “A mãe de um deputado, que eu não lembro o nome dela e nem quem é o deputado, chegou paralítica aqui em Tibagi e a gente cuidou dela. Eu com a outra companheira minha, a gente lutava. A gente não tinha curso especial, mas a gente fazia o que o doutor mandava, o que o doutor ensinava e o que a chefe de enfermagem ensinava pra gente né? Então a gente cuidou dela e ela saiu andando daqui. Ela tinha muito medo, nós fomos acompanhando e quando chegou lá no fim, faltava uns cinco metros, nós fomos largando de pouquinho. Quando ela chegou na parede, ela gritava, xingava a nós, mas de alegria. Ela estava feliz com a gente. Isso foi uma alegria muito grande”.

A memória do médico Eugênio ainda traz à tona muitas lástimas. “As crianças não tinham resistência. Morriam por qualquer coisa, uma bronquite, uma desidratação. Elas não tinham mamado leite materno, o colostro. Então perdia-se muita criança por esse princípio. E o nosso consultório era lotado de crianças”, mentaliza, acrescentando que hoje, com a instituição da amamentação, é raro ver uma criança na sala de espera. “Diminuiu muito. E as crianças são bem nutridas, não correm aquele risco que eu passei, aquele medo que eu passei, aquele desespero que eu passei, aquela vontade de sumir que eu tinha quando perdia aquelas crianças porque eram fracas”.

Um parto na mira da espingarda

Na falta de estrutura, criatividade e improvisação entravam até na sala de cirurgias. Foi contando com a inventividade que doutor Eugênio fez uma cirurgia cesariana sob a iluminação de uma lanterna acoplada à uma espingarda.

“Aqui sempre que chovia, apaga a luz. Então, numa cesariana, eu fazendo só com uma enfermeira ajudando, aconteceu de apagar a luz. E a raquianestesia é uma coisa que dura 40 minutos. Tentamos fazer com vela, mas pingava cera na barriga da gestante, tentamos com liquinho, não tinha gás, foi uma correria toda. Então uma enfermeira, a Almira, lembrou-se que o marido dela tinha uma espingarda para caçar paca. Então vá buscar. E ela foi buscar lá a espingarda com lâmpada e logo voltou. Todos nós aguardando a chegada dela e a paciente acordada porque é raquianestesia. Chegou ali, 'ói doutor o cibié, a lâmpada, não sai, tá enroscada, tá presa na espingarda'. Eu falei: dá para iluminar? Ela falou: dá. Então ela entrou com espingarda e tudo e ela mirou a barriga da mulher com a espingarda e ficou o tempo todo mirando a espingarda e nós terminamos a cirurgia desse jeito. Então houve de tudo. Tudo o que se pode esperar”, narra.

Um homem com três pernas

Eugênio enfrentou muitas outras situações em que a decisão tinha de ser súbita, não havia tempo para pensar. Ele relata ter amputado a perna de um paciente com serra simples, de encanador. “Enquanto fazia a cirurgia, pensava onde vou colocar esta perna? Então o José Noir entrou na sala de cirurgia e relatou que um paciente havia falecido. Naquela época, os próprios funcionários faziam os caixões. Eu pedi a ele que fizesse um caixão maior. Enterramos aquele homem com a perna do outro paciente no meio de suas pernas. Aqui em Tibagi tem um homem enterrado com três pernas”, evoca da memória o doutor que tem dificuldade ainda para enfrentar os fantasmas do passado. “Hoje parece engraçado, mas eu sofri demais com isso tudo”.

“Chegou uma mulher também de parto que tinha que fazer a reversão da criança. Eu nunca tinha visto isso, mas eu tinha que fazer, não tinha para onde ir. E fiz essa reversão de criança, vinha o braço preso, a cabeça, eu tive de ir buscar as perninhas e fazer o parto”, emenda. Eugênio ainda observa no passado, como se por um calvário tivesse passado, a situação em que uma gestante comprimiu o útero na hora do parto e, num procedimento padrão para forçar a saída do bebê, cabeça e tronco foram rompidos. “Eu tive que fazer a cesariana naquela mulher, ela o tempo todo acordada, para tirar a cabeça da criança que ficou dentro da barriga. O corpo para fora e um parto de uma cabeça. Foi muito chocante, não gosto nem de lembrar”, diz Eugênio.

“São experiências assim que hoje não me meto a fazer mais porque tem especialidades aqui próximo. E nós tinha que fazer aquilo não porque a gente queria salvar ou queria, a gente tava apavorado, tinha que tomar uma decisão, então foi difícil”, desvela.

Infecção generalizada causou pânico

Entre tristezas e alegrias, a trajetória de cada um ficou marcada por barreiras transpostas a partir de muita dedicação e perseverança. Os momentos mais difíceis foram superados a custa de suor e força de vontade. Para o médico Eugênio, o momento mais difícil foi o período em que o HLBC foi contaminado e uma infecção generalizada causou grande mortalidade.

“Ficou um hospital de referencia para queimados aqui, mas o hospital também era de clínica médica e de cirurgias. E com essa mistura de Pênfigo Foliáceo, queimados e cirurgia, nós tivemos até problemas gravíssimos de infecção hospitalar generalizada. Daí um dia fui a Curitiba e disse: olha eu estou abandonando o hospital, não vou para lá, porque lá ta morrendo todo mundo. Daí eles me autorizaram a não internar mais o queimado”, expõe.

Eugênio lembra que pedia por favor para que não se internem aqui. “Era uma infecção hospitalar gravíssima e retirando alguns doentes, mandado embora alguns doentes, conseguimos debelar essa infecção hospitalar, sem apoio de ninguém, sem entender o que estava acontecendo. Isso foi o que mais me marcou”.

Situação que ainda causa sofrimento, segundo o médico, foi quando o coveiro do cemitério ligou e disse que não havia mais vagas para enterrar. “Fui lá e com um pedaço de metal eu e o coveiro cutucávamos o terreno, nos corredores entre um enterrado e outro, e procurávamos espaço para enterrar mais um. Isso aconteceu aqui, em Tibagi”, ressalta.

Apesar do tormento, a enfermeira Tereza gosta de buscar nas lembranças os momentos bons. “Cada criança que nascia era uma alegria imensa. Cada pessoa que saía já sã era outra alegria também. É isso aí. A gente ficava triste quando não conseguia, que ia a óbito. A gente ficava triste junto com as outras pessoas”. Na sua opinião o “doutor Eugênio foi um herói, foi um missionário”.

Ele discorda e lembra que houve um momento em que o hospital era uma coisa notável. “Vinha gente de toda parte. Tinha dias que nós fazíamos três cesarianas na mesma noite e em dois médicos só. A gente não tinha nem preparo pra fazer isso tudo, a gente tinha que enfrentar a intuição”.

Novos médicos chegaram

“Daí recebi mais dois médicos pra me ajudar, o doutor João Baroni e a doutora Zoraide Baroni. Naquele tempo, com mais médicos, a gente podia fazer mais cirurgias”, indica Eugênio. “Não tinha como sair de Tibagi porque não tinha asfalto, e a estrada Tibagi a Telêmaco, Tibagi a Castro e Ponta Grossa às vezes ficavam incomunicáveis. A gente ficava até 15 dias isolado. Então a gente tinha que atender cirurgia, fazer todo e qualquer tipo de parto, fazer cesariana, até ortopedia e traumatologia. A gente fazia alguma coisa porque não tinha como fazer mais nada. Fazia o que podia”.

Apesar da coragem, o médico acha que sofreu essa experiência por não ter treino suficiente. “Eu pegava um livro para ler e não sabia se lia cirurgia, se lia clínica, se lia pediatria, se lia ginecologia, obstetrícia ou se lia traumatologia”.

Até os doentes participavam

“Eu me lembro que fazia baile, as orquestras vinham trabalhar de graça aqui para a gente. Os doentes iam trabalhar no botequim, na cozinha. Até os doentes participavam das festinhas que tinha para angariar recursos pra comprar remédio”, expressa Eugênio.

Lição de Vida

Superar a falta de estrutura, buscar na prática o conhecimento necessário em cada situação, sofrer junto aos pacientes e comemorar com cada vitória da saúde sobre a enfermidade. Tudo isso deixa uma lição de vida. “Tenho, tenho uma lição de vida. Nunca mais fazer a mesma coisa”, repete Eugênio, aos risos. “Tinha que fazer, não era coragem. Chega um momento que não é herói. Não tinha que ser feito. Não ia deixar alguém perecer porque eu não sou herói”.

A maior lição é deixada pela enfermeira Tereza: “quando eu entrei aqui, achava que era uma mulher muito sofredora, por ser pobre. Achei que só eu sofria muito, mas daí a gente viu quanto sofrimento que tem além da gente. A lição é ajudar sempre os outros em prol da vida”. Com a recordação, Tereza tem uma mensagem especial. “Que todas as pessoas que trabalham no hospital, principalmente a turma da enfermagem, que tenham sempre muito amor. Usem a técnica sempre pra não fazer de novo. Fiz o que eu pude, dei de mim pras pessoas. Se eu não fiz melhor foi porque não sabia ou não pudia mas o que eu fiz, fiz com amor e achava que tava fazendo certo”.

Hospital realizou 17 mil atendimentos ano passado

Atualmente, o Hospital Luiza Borba Carneiro funciona como Hospital Geral com 30 leitos. Mais de 17 mil atendimentos são realizados por ano. A instituição é mantida pela Secretaria de Estado da Saúde e conta com parceria da Prefeitura de Tibagi, que colabora com a reposição de recursos humanos. São 84 servidores, 65 mantidos pela Secretaria de Estado e 19 pela Prefeitura.



Nilse Romel, diretora administrativa do HLBC, ressalta que a equipe é muito solidária. “Eu acredito que o hospital seja muito importante para a comunidade porque ele é uma referência no município para tudo. Para dor, para necessidade, urgência, machucado. Enfim, eu não consigo imaginar Tibagi sem este hospital pra auxiliar realmente a comunidade”, afirma, acrescentando que percebe que a questão do conhecimento entre as pessoas é muito importante. “Aqui as pessoas se conhecem pelo nome, sabem onde moram”.

AAMI



A entidade também conta com apoio de voluntários e da AAMI-HLBC, Associação de Amigos do Hospital Luiza Borba Carneiro. Conforme Douwtje Biersteker, presidente da AAMI, a Associação surgiu para melhorar o atendimento. “Eu sei que nem sempre o poder público pode oferecer tudo o que eles precisam”, considera. “Não existe nada mais gratificante quando a gente faz alguma coisa de coração, alguma coisa para a comunidade. Acho que não existe nada mais gostoso, mais compensador”, completa.

Coleta de sangue

O HLBC mantém há 21 anos, através do Serviço Social, três campanhas anuais de coleta de sangue pelo Hemepar; cumpre rigorosamente a lei Estadual que determina ambiente livre de tabaco; trabalha intensamente entre os servidores a separação de resíduos e a diminuição da produção de resíduos descartáveis,e foi o precursor no Estado na organização de seu arquivo.

João e Zoraide



João Baroni, médico há 37 anos na instituição, encara o hospital como sua própria casa. “Eu vivi mais tempo dentro dele até hoje do que dentro da minha casa”, contabiliza. Segundo ele, o início da vida médica foi muito difícil, mas desse tempo todo se sente feliz por fazer parte da equipe. “Nunca trabalhei em outro lugar, apenas aqui nesse hospital e apenas aqui em Tibagi”.

Baroni realça que faz hoje pré-natal de netas de mulheres que fizemos o parto com ele. “Portanto eu conheço as pessoas, conheço as doenças de pessoas como poucos”.



Sua esposa Zoraide, também médica da entidade há 37 anos, tem orgulho do trabalho pela comunidade. “A todos os funcionários, todos que dão sua vida, seu suor aqui dentro, desejo que o Hospital sempre sirva de exemplo de superação, de favorecimento ao povo de Tibagi”.

Nelson



Nelson Tsukuda é médico no HLBC há 26 anos. “É com muito prazer, desde o ano de 1984, que como médico venho servindo essa comunidade. E com alegria, inclusive com o reconhecimento da população, fui até vice-prefeito dessa cidade já. Com honra, com orgulho continuo servindo até hoje, no ano de 2010”.



Texto: Emanoelle Wisnievski
Imagens: Arquivo HLBC e Christian Camargo

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